A vítima sofreu fratura no pé e foi socorrida pelo Samu
Exames do Instituto Adolfo Lutz descartaram Ebola e confirmaram infecção por bactéria causadora da meningite meningocócica
Imagem cedida: Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo
A vítima sofreu fratura no pé e foi socorrida pelo Samu
Acidente envolveu uma motocicleta e um carro na altura do km 48 da pista sentido capital
Ação conjunta da Polícia Rodoviária e Polícia Federal encontrou armas e carregadores ocultos na estrutura do veículo
Acidente ocorreu no km 267 da SP-270 e mobilizou equipes de resgate, Polícia Técnica e funerária
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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta segunda-feira (1º) o descarte do caso suspeito de Ebola que mobilizou equipes de vigilância epidemiológica nos últimos dias.
A conclusão foi baseada em exames laboratoriais realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, que não identificaram material genético do vírus Ebola nas amostras coletadas do paciente. A investigação foi conduzida pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de São Paulo (CIEVS-SP).
O paciente é um homem de 37 anos que permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência nacional para atendimento de doenças infecciosas de alta complexidade.
No sábado (30), a Secretaria da Saúde já havia informado que exames detectaram a presença da bactéria Neisseria meningitidis, causadora da meningite meningocócica. O diagnóstico foi confirmado por meio de teste molecular.
O caso chamou a atenção das autoridades sanitárias porque o paciente é procedente da República Democrática do Congo e havia realizado viagem recente ao país africano, que registra áreas com circulação do vírus Ebola. Ele apresentou sintomas como febre e diarreia antes de ser transferido para o Emílio Ribas.
Durante a investigação, porém, o CIEVS-SP verificou que o homem não esteve em regiões consideradas de risco para transmissão da doença dentro do território congolês.
Segundo a Secretaria da Saúde, a apuração foi iniciada de forma preventiva, seguindo protocolos nacionais e estaduais que determinam investigação imediata quando há combinação de critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com um caso suspeito.
Risco para o Brasil é considerado muito baixo
De acordo com avaliação técnica da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD), o risco de introdução do Ebola no Brasil e na América do Sul continua sendo muito baixo.
Entre os fatores considerados estão a ausência de transmissão da doença no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre as áreas afetadas e a América do Sul e a forma de transmissão do vírus, que exige contato direto com sangue, secreções ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas e com sintomas.
Mesmo assim, as autoridades orientam os serviços de saúde a manterem atenção para pacientes com febre e histórico de viagem recente, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus Ebola.
Orientação para casos suspeitos
A Secretaria da Saúde reforçou que qualquer suspeita de Ebola deve ser comunicada imediatamente aos órgãos de vigilância epidemiológica para investigação e adoção dos protocolos de segurança.
Na última semana, o Estado atualizou as orientações destinadas à rede de saúde sobre o surto da cepa Bundibugyo do vírus Ebola na República Democrática do Congo, incluindo procedimentos para notificação, isolamento, atendimento e investigação laboratorial de possíveis casos suspeitos.
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