Moradores da Vila Hortência denunciam que um terreno sem manutenção tem se tornado foco de sujeira e aparecimento de animais peçonhentos. O problema tem gerado medo constante, principalmente entre famílias com crianças e idosos. A Prefeitura informou que o local já recebeu vistorias, que novas medidas devem ser tomadas e reforçou que proprietários podem ser multados caso não realizem a limpeza adequada da área.
O debate sobre a redução da jornada semanal de trabalho ganha força no Congresso Nacional, colocando em questão o equilíbrio entre o bem-estar do empregado e a saúde financeira das empresas
Continua após anúncio
O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) condenou, em segunda instância, uma empresa do setor químico de Sorocaba por prática de assédio eleitoral. A ação foi movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
A denúncia surgiu durante a campanha eleitoral de 2022, quando a companhia foi acusada de coagir trabalhadores a votarem no então candidato à reeleição para presidente da República, Jair Bolsonaro.
Como ocorreu o assédio
Segundo o processo, em setembro de 2022 gestores reuniram os empregados em um evento no pátio da fábrica, exigindo que usassem camisetas verde e amarela. Durante o encontro, foram feitos discursos em apoio a Bolsonaro, caracterizando assédio eleitoral por indução de voto.
Após a denúncia, a empresa foi notificada e foram recomendadas medidas para evitar novas ocorrências, incluindo o compromisso de não interferir no direito de escolha dos trabalhadores.
A resposta da empresa
Nos autos, a defesa negou o caráter político do evento e alegou que se tratava de um “ato cívico”, em comemoração ao bicentenário da Independência e à Copa do Mundo de 2022. O evento contou ainda com a presença da Banda da Polícia Militar do Estado de São Paulo para a execução do Hino Nacional.
A empresa afirmou que os empregados foram convidados por e-mail e receberam camisetas da seleção brasileira sem obrigatoriedade de uso, motivo pelo qual não atendeu à notificação do MPT.
Ação civil pública
Ex-funcionários demitidos após o episódio confirmaram que houve coação para influenciar votos em Bolsonaro. O MPT propôs a assinatura de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), recusado pela empresa. Sem acordo, o órgão ingressou com ação civil pública.
Decisão judicial
Em junho de 2024, a 3ª Vara do Trabalho de Sorocaba havia julgado o pedido improcedente. Porém, em segunda instância, o juiz reformou a decisão.
Segundo ele, “o contexto dos atos promovidos pela ré, naquele momento político, não pode ser interpretado meramente como um ato cívico […]. As ações impostas aos trabalhadores demonstram um alinhamento explícito da empresa com apoio a um candidato”.
A decisão determinou que a empresa:
não promova atos políticos nem use símbolos partidários;
não adote condutas que intimidem ou influenciem o voto de empregados;
não obrigue trabalhadores a participar de manifestações políticas;
não permita práticas de assédio eleitoral em suas instalações;
divulgue comunicado garantindo o direito de livre escolha dos funcionários;
pague R$ 1 milhão em indenização por danos morais coletivos.
Em caso de descumprimento, será aplicada multa de R$ 200 mil por infração, revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Nota da defesa
Em comunicado, a empresa informou que a decisão não é definitiva e que confia em uma reversão no processo.
A companhia reiterou que o evento foi um ato cívico em alusão à Independência do Brasil, realizado anualmente, e contou com a participação da Banda Sinfônica da Polícia Militar de Sorocaba.
Também reforçou que a participação dos colaboradores foi espontânea e sem obrigatoriedade, negando qualquer prática de assédio eleitoral.
Moradores da Vila Hortência denunciam que um terreno sem manutenção tem se tornado foco de sujeira e aparecimento de animais peçonhentos. O problema tem gerado medo constante, principalmente entre famílias com crianças e idosos. A Prefeitura informou que o local já recebeu vistorias, que novas medidas devem ser tomadas e reforçou que proprietários podem ser multados caso não realizem a limpeza adequada da área.
O debate sobre a redução da jornada semanal de trabalho ganha força no Congresso Nacional, colocando em questão o equilíbrio entre o bem-estar do empregado e a saúde financeira das empresas
0 comentários