Duas denúncias foram feitas por má conduta e tentativa de agressão por parte do médico
Motorista, que estava embriagado, pagou fiança e responde ao processo em liberdade
Duas denúncias foram feitas por má conduta e tentativa de agressão por parte do médico
Homem aproveitou ausência do motorista, dirigiu veículo e bateu em poste, não houve vítimas
Criança de 4 anos foi atendida com sangramento e relato levou à prisão dos pais na madrugada deste domingo (22).
Vítima foi socorrida pelo Samu e levada ao CHS. Duas pessoas foram detidas pela GCM
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O soldado Arthur de 41 anos, morreu em maio deste ano, três dias após sofrer um acidente na rodovia Archimedes Lammoglia, em Itu. Ele foi atingido na traseira da moto por um carro dirigido por um motorista embriagado, quando seguia para o trabalho.
O motorista pagou fiança e está solto, vai responder ao processo em liberdade. Apesar de ter este benefício garantido por lei, o fato de ele estar solto, provoca revolta na família do policial, em especial na esposa, que afirma sentir profunda dor, sensação de vazio, revolta e um forte sentimento de impunidade diante da liberdade do motorista.
Arthur deixou a esposa e dois filhos, um deles autista, que exige cuidados constantes. Nos primeiros dias após o acidente, a esposa precisou conciliar hospital, casa e terapias do filho mais velho.
Após a morte do marido, ela relata viver dias confusos, sobrecarregada com tarefas domésticas, cuidados dos filhos e a parte burocrática. Destaca que Arthur ajudava muito na rotina, inclusive com os filhos e nas tarefas da casa, sendo muito presente e dedicado.
“Arthur me ajudava em absolutamente tudo, com os meninos, com os afazeres domésticos, ele fazia de tudo para ter tempo de qualidade com os meninos e comigo. Agora sou eu para praticamente tudo, é exaustivo, é doloroso. Tenho duas crianças que não entendem absolutamente nada, querem atenção, brincar, e seguir a rotina que sempre tiveram, então tive que tirar forças, não sei nem de onde, para seguir por eles e para eles. Os dias são estranhos, tenho sempre a sensação de que ele vai voltar”. A viúva do policial espera que o motorista que matou Arthur seja punido para que a sensação de impunidade acabe. Mas existe aquela desconfiança que aparece sempre que alguém que comete um crime, mas tem dinheiro e acesso a bons advogados, consegue adiar o processo por anos nos trâmites burocráticos da justiça brasileira.
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