Nova legislação amplia o tempo de prisão para crimes patrimoniais e endurece punições para golpes virtuais.
Aumento reflete expansão das DDMs e integração da rede de proteção às mulheres
Imagem cedida: Artesp
Nova legislação amplia o tempo de prisão para crimes patrimoniais e endurece punições para golpes virtuais.
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O número de prisões realizadas por Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) em todo o estado de São Paulo aumentou 30,2% em 2025. O balanço da Secretaria da Segurança Pública aponta que foram registradas 14,2 mil detenções no último ano, frente a 10,9 mil em 2024.
O crescimento ocorre em razão do fortalecimento da atuação das DDMs e à ampliação das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher. Atualmente o estado conta com 142 Delegacias de Defesa da Mulher, que atuam de forma integrada no cumprimento de mandados de prisão, busca e apreensão, registro de boletins de ocorrência e indiciamentos.
O aumento da produtividade das DDMs é acompanhado do reforço das equipes. Nas últimas três formaturas de agentes, 656 policiais civis foram destinados às Delegacias de Defesa da Mulher, entre investigadores, escrivães e delegados.
Além das delegacias físicas, o Governo de São Paulo ampliou as salas DDM 24 horas, instaladas dentro de plantões policiais para garantir atendimento especializado fora do horário comercial. Ao todo, foram instaladas 108 novas salas desde 2023, fazendo o total chegar a 170 unidades em funcionamento no estado, um aumento de 174,1%. Nessas salas, o atendimento é realizado por videoconferência com equipes da DDM Online, o que permite acolhimento ininterrupto às vítimas.
O uso de tecnologia tem sido apontado como um dos principais diferenciais da política de segurança para mulheres no estado. O aplicativo SP Mulher Segura permite o cruzamento de dados de localização da vítima com o monitoramento eletrônico do agressor. Até dezembro de 2025, a plataforma contabilizou 1,6 mil boletins de ocorrência virtuais, 6,9 mil acionamentos do botão do pânico e 42,7 mil usuárias ativas. Pela ferramenta também foram solicitadas mais de 280 medidas protetivas de urgência.
Além da atuação policial, o Estado mantém ações de acolhimento, assistência social e inserção das mulheres no mercado de trabalho, como parte da estratégia para romper o ciclo de violência.
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