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Os dois homens presos durante uma operação contra trabalho análogo à escravidão em Cerquilho foram liberados provisoriamente após audiência de custódia, enquanto novas infrações trabalhistas foram descobertas na fazenda, que poderá ser interditada se as recomendações não forem cumpridas.
Imagem cedida: Polícia Civil
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Os dois homens presos durante uma operação contra o trabalho análogo à escravidão em uma fazenda em Cerquilho foram liberados após audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (24). Eles estão atualmente em liberdade provisória, mas ainda terão que fornecer esclarecimentos detalhados durante as investigações em andamento.
Equipes da Polícia Civil e do Ministério do Trabalho e Emprego retornaram à fazenda em Cerquilho nesta quarta-feira para uma nova fiscalização.
Há agora uma recomendação que, se não for cumprida, pode levar à interdição da propriedade. O responsável pelo aluguel da terra possui outros quatro CNPJs em cidades da região, incluindo Quadra, Tatuí, Cerquilho e Cesário Lange.
O Ministério do Trabalho e Emprego deve notificar os responsáveis com multas já a partir de amanhã, dando-lhes um prazo de dez dias para apresentar defesa. Além disso, deverão ser pagos os atrasos salariais que ultrapassam R$ 200 mil.
Relembre o caso
Uma operação conjunta entre Policiais Civis, Guardas Municipais, Policiais Militares e o Conselho Tutelar de Cerquilho flagrou 13 menores em trabalho análogo à escravidão em uma fazenda do município na última segunda-feira (22)
Os menores, sendo uma menina de 14 anos, estavam colhendo batatas em condições precárias. Eles não tinham acesso a banheiro. Além disso, não recebiam água, comida, local para se alimentar ou descansar, e trabalhavam desde a madrugada até o final da tarde sem registro trabalhista. A menor, inclusive, era obrigada a fazer suas necessidades fisiológicas na frente dos homens no local.
Após o flagrante, os menores foram resgatados e levados à delegacia de Cerquilho. A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Federal em Sorocaba. Quatro autores foram identificados e flagrados no local: dois capatazes, um arrendatário e o proprietário da fazenda.
Os menores eram transportados para a fazenda em um ônibus do dono da propriedade e precisavam comprar as luvas que usavam para proteger as mãos durante a colheita do próprio dono da fazenda.
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Na decisão, o desembargador relator Fernão Borba Franco apontou indícios de descumprimento contratual por parte do município.
Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava fintechs, uma espécie de bancos digitais, para ocultar movimentações financeiras ilegais que ultrapassaram R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025.
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