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Polícia Civil encontrou irregularidades no sistema de medição e apontou manipulação do consumo de energia elétrica
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A CPFL Piratininga identificou uma fraude no consumo de energia elétrica durante uma operação realizada em um comércio de produtos alimentícios no bairro Vila Nova, em Salto. A ação contou com o apoio da Polícia Civil e de equipes técnicas da concessionária.
Durante a fiscalização, os técnicos encontraram irregularidades no sistema de medição. Segundo a empresa, o estabelecimento utilizava um segundo medidor pertencente a outra companhia. O esquema alterava o consumo registrado e reduzia o valor da energia faturada.
Após a descoberta, a Polícia Científica realizou a perícia no local. Em seguida, os agentes encaminharam o proprietário do comércio à delegacia para prestar esclarecimentos.
De acordo com a CPFL, o combate ao furto de energia ajuda a garantir mais segurança e qualidade no fornecimento. A concessionária também incentiva a população a denunciar irregularidades.
“Quando faz uma denúncia, o cliente contribui para um fornecimento mais justo e eficiente. Além disso, ajuda a aumentar a segurança da população”, afirmou Daniel Carvalho, gerente de Gestão de Energia e Receita do Grupo CPFL.
A distribuidora alerta que ligações clandestinas, conhecidas como “gatos”, podem causar acidentes e interrupções no fornecimento. Essas práticas também geram prejuízos para o sistema elétrico.
Segundo a CPFL, furtos e fraudes entram na categoria de perdas não técnicas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) considera parte dessas perdas nos processos de revisão tarifária.
“Parte das perdas não técnicas é considerada nas revisões tarifárias da ANEEL. Isso pode aumentar os custos da energia para todos os consumidores”, explicou Carvalho.
A legislação brasileira classifica o furto de energia como crime. A pena varia de um a quatro anos de reclusão, além de multa.
Nos casos que envolvem adulteração de medidores ou equipamentos para desvio de energia, a Justiça pode aplicar penalidades mais severas. Os responsáveis também podem receber cobranças retroativas pelo consumo não registrado e sofrer sanções administrativas.
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