Polícia Civil cumpriu mandados em dez endereços e investiga possível estrutura organizada de exploração de jogos de azar.
O caso aconteceu no dia 26 de fevereiro de 2021.
Foto: Tribunal de Justiça de São Paulo
Polícia Civil cumpriu mandados em dez endereços e investiga possível estrutura organizada de exploração de jogos de azar.
Monitoramento reforçado acompanha redução da demanda durante os jogos e aumento do consumo após o apito final
Vítima de 26 anos morreu no local após, segundo a polícia, tentar avançar contra um agente com uma faca durante tentativa de abordagem.
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Começou na manhã desta terça-feira (5) o julgamento de quatro policiais militares suspeitos de envolvimento na morte de um empresário em Mairinque, no interior de São Paulo. A sessão teve início por volta das 9h e deve seguir até a meia-noite. De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ), o júri popular já havia sido adiado quatro vezes.
O caso aconteceu no dia 26 de fevereiro de 2021. Segundo o boletim de ocorrência, policiais do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar (BAEP) foram até a casa do empresário, na Estrada dos Pescadores, às margens da represa de Itupararanga, após uma denúncia de tráfico de drogas.
Na versão dos policiais, o empresário dirigia um carro blindado por uma estrada de terra próxima à represa quando teria descido do veículo e atirado contra três policiais. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu horas depois no pronto-socorro de Mairinque.
Já o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirma que os policiais cometeram homicídio qualificado, usando meios que teriam impedido qualquer chance de defesa da vítima. Ainda segundo a acusação, o crime aconteceu dentro da casa da família. A família do empresário contesta a versão apresentada pelos policiais.
Em nota divulgada na época, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi investigado pela Polícia Civil de Mairinque e que o inquérito foi concluído e enviado à Justiça em 2021. Paralelamente, a Corregedoria da Polícia Militar abriu um Inquérito Policial Militar (IPM) e pediu a prisão de cinco policiais militares. As prisões aconteceram após autorização da Justiça Militar.
Segundo o Tribunal de Justiça, no julgamento desta terça, tanto a acusação quanto a defesa desistiram de ouvir as testemunhas e optaram apenas pelo interrogatório dos réus. Neste momento, o júri segue na fase de debates, com previsão de encerramento por volta da meia-noite.
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