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Proposta quer reduzir custos no processo de habilitação, mas divide opiniões entre alunos, profissionais e especialistas
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Tirar a carteira de motorista é o sonho de muita gente e, até hoje, um processo que segue regras claras: aulas teóricas e práticas em autoescola. Mas esse modelo pode mudar. O Governo Federal estuda acabar com a obrigatoriedade das autoescolas para quem deseja tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A (moto) e B (carro).
A justificativa do Ministério dos Transportes é tornar o processo mais acessível, já que o custo elevado das autoescolas dificultaria o acesso de milhões de brasileiros à habilitação. No entanto, a proposta já gera controvérsia.
Caio, de 24 anos, está em fase de aulas na autoescola e acredita que o conteúdo, tanto teórico quanto prático, é essencial para a formação de condutores preparados. Na mesma linha, profissionais do setor temem os impactos. Marina, empresária do ramo, afirma que a mudança pode comprometer a segurança no trânsito e afetar empregos diretos e indiretos ligados ao setor.
A proposta é semelhante a um projeto que já tramita na Câmara dos Deputados, de autoria do deputado federal Kim Kataguiri, de Salto. Ele defende alternativas mais acessíveis e a possibilidade de o aluno escolher como deseja se preparar, sem comprometer a formação dos motoristas.
Apesar das justificativas, nas ruas de Sorocaba, muitas pessoas se mostram contrárias à flexibilização. A maioria defende a manutenção das regras atuais, com foco na segurança e na preparação adequada dos condutores.
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