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Encontro na Câmara Municipal reuniu Executivo, vereadores, estudantes e moradores para discutir novos valores anunciados pela Prefeitura
Imagem cedida: Câmara Municipal de Sorocaba
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A Câmara Municipal de Sorocaba sediou, na manhã desta segunda-feira (5), uma audiência pública para debater o reajuste das tarifas de ônibus e da Zona Azul anunciado pela Prefeitura. Os novos valores entram em vigor a partir de 30 de janeiro e devem impactar diretamente quem depende do transporte público na cidade.
A audiência foi solicitada pela Urbes – Trânsito e Transporte e reuniu representantes do Executivo, vereadores, estudantes, trabalhadores e moradores. Durante o encontro, houve manifestações contrárias ao aumento, com protestos e cartazes pedindo passe livre e defendendo o transporte público como direito da população.
De acordo com os valores apresentados na audiência, o vale-transporte passa de R$ 5,91 para R$ 7,10. O passe social sobe de R$ 4,40 para R$ 5,30. A tarifa de estudante deixa de ser gratuita e passa a custar R$ 2,65. Já a Zona Azul, válida por uma hora, será reajustada de R$ 1,50 para R$ 2.
Segundo a Urbes, o reajuste tem como objetivo recompor parte dos custos operacionais do sistema. A autarquia informou que o transporte coletivo funciona atualmente com forte subsídio da Prefeitura, pois a arrecadação das tarifas não cobre a maior parte das despesas. O último aumento da tarifa de ônibus ocorreu em 2019, enquanto o da Zona Azul foi registrado em 2018. Com os novos valores, a estimativa é de arrecadação de cerca de R$ 40 milhões em 11 meses.
Durante a audiência, representantes do movimento estudantil criticaram a forma e o momento do anúncio, alegando que mudanças desse impacto não foram debatidas de maneira clara durante o planejamento orçamentário do município. Vereadores também se posicionaram de forma crítica, defenderam reajustes escalonados e voltaram a cobrar alternativas como passe livre para estudantes e tarifa zero no transporte coletivo.
O presidente da Comissão de Economia e Finanças da Câmara, Cristiano Passos, afirmou que o orçamento municipal está pressionado pelos custos do transporte público e destacou que a audiência teve caráter informativo, conforme previsto em lei. A definição final sobre os reajustes, segundo a Câmara, será feita por decreto do Executivo.
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