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Mulher que retornou da República Democrática do Congo teve dois testes negativos para o vírus Ebola
Imagem cedida: Secretaria de Comunicação do Estado de São Paulo
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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo descartou o segundo caso suspeito de Ebola registrado em 2026. A confirmação ocorreu após a realização de dois exames laboratoriais em uma mulher de 31 anos que havia retornado recentemente da República Democrática do Congo, país africano que registra circulação da doença.
A paciente procurou atendimento médico após apresentar febre e diarreia. Inicialmente atendida em um hospital particular da capital paulista, ela foi transferida para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência no tratamento de doenças infecciosas.
Segundo a secretaria, a mulher permanece internada, apresenta boa evolução clínica e recebe tratamento para um quadro de gastroenterocolite aguda.
Os exames foram realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, utilizando técnicas capazes de identificar material genético de vírus associados a febres hemorrágicas. Como a primeira amostra foi coletada antes de 72 horas do início dos sintomas, uma segunda coleta foi feita posteriormente, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Os dois resultados foram negativos para Ebola.
De acordo com a diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz, Adriana Bugno, um exame realizado antes das primeiras 72 horas de sintomas não é suficiente para afastar a infecção. Por isso, o protocolo internacional determina uma nova análise após esse período para garantir a segurança do diagnóstico.
Este é o segundo caso suspeito descartado no estado neste ano. No início de junho, um homem de 37 anos, que também havia viajado para a República Democrática do Congo, passou por investigação semelhante e teve resultado negativo para a doença.
Segundo a Secretaria da Saúde, mesmo com o baixo risco de introdução do vírus no Brasil, casos suspeitos precisam ser investigados rapidamente para que medidas de assistência médica, isolamento e biossegurança sejam adotadas desde o primeiro atendimento.
A doença causada pelo vírus Ebola costuma provocar febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Nos casos mais graves, podem ocorrer hemorragias, choque e falência de múltiplos órgãos.
As autoridades sanitárias reforçam que o Ebola não é transmitido pelo ar. A contaminação ocorre apenas por contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas infectadas que já apresentem sintomas.
Após os registros suspeitos, a Secretaria de Estado da Saúde intensificou as ações de vigilância epidemiológica. Mais de 1,1 mil profissionais participaram recentemente de treinamentos sobre identificação, atendimento e notificação de casos suspeitos.
O órgão também atualizou os protocolos de monitoramento e reforçou que o risco de entrada da doença no Brasil e na América do Sul continua sendo considerado muito baixo.
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