Moradora de Paranapanema está entre mortes investigadas após vacina da dengue

Paranapanema, Saúde | 0 Comentários

Jornalismo TV Sorocaba

9 de junho de 2026

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Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a aplicação do imunizante em todo o país após o registro de 42 casos graves; duas pessoas morreram.

Vacinação contra dengue é ampliada em SP e passa a atender pessoas com 59 anos

Foto: Divulgação/Governo de SP

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Uma moradora de Paranapanema, de 48 anos, está entre as vítimas que morreram após desenvolver sintomas graves de dengue em um caso que está sendo investigado pelo Ministério da Saúde. A profissional da saúde havia recebido a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan e apresentou complicações 19 dias depois da imunização, falecendo no dia 1° de março deste ano.

Diante do registro de eventos adversos graves, o Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da vacinação com o imunizante do Butantan em todo o país. A medida é preventiva e permanecerá em vigor enquanto especialistas analisam os casos.

Segundo o governo federal, mais de 500 mil doses da vacina foram aplicadas até o fim de maio. Entre os vacinados, 3.703 pessoas apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue, o equivalente a 0,7% do total. Desse grupo, 42 pacientes tiveram sinais de alerta, como dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos.

Três pessoas desenvolveram quadros considerados graves e precisaram de internação. Uma mulher de 39 anos foi hospitalizada após apresentar sintomas compatíveis com dengue grave, mas recebeu alta. Além da moradora de Paranapanema, um homem de 58 anos também morreu após a evolução do quadro clínico.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que ainda não é possível concluir que a vacina tenha causado os casos graves ou as mortes. Segundo ele, a suspensão tem caráter preventivo e permitirá que o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Butantan aprofundem as investigações para identificar possíveis fatores de risco.

Apesar da interrupção temporária da campanha, o Ministério da Saúde ressaltou que a decisão não invalida a eficácia da vacina e que as pessoas já imunizadas continuam protegidas contra a doença.

Região segue orientação do Ministério da Saúde

As prefeituras da região informaram que irão cumprir a determinação federal.

Em Sorocaba, a Secretaria da Saúde informou que as doses serão armazenadas nas câmaras de vacinas das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) até nova orientação. O município aplicou 2.502 doses do imunizante e, até o momento, registrou apenas reações consideradas esperadas conforme a bula.

Em Itapetininga, a prefeitura informou que 440 doses foram aplicadas sem registros de reações adversas graves.

Já em Jundiaí, a Vigilância Epidemiológica informou que não houve casos graves ou mortes relacionados à vacina. O município destacou ainda que a vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos continua normalmente com a vacina Qdenga, produzida pela farmacêutica Takeda, que não foi afetada pela suspensão.

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