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Comissão terá até 90 dias para apurar denúncia contra a prefeita Adriana Duch, que pode resultar em cassação ou absolvição do mandato
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Na primeira sessão ordinária do ano, realizada nesta segunda-feira (2), na Câmara Municipal de Itapeva, os vereadores receberam uma denúncia contra a prefeita Adriana Duch, conhecida com coronel Duch, e decidiram abrir uma Comissão Processante para investigar uma série de supostas irregularidades apontadas por uma cidadã.
Com a decisão, os parlamentares iniciam um processo que pode resultar na cassação ou absolvição da prefeita. A Comissão Processante terá prazo de até 90 dias para conduzir os trabalhos, analisar a denúncia, reunir eventuais provas e garantir o direito de defesa à chefe do Executivo municipal. Caso os membros não arquivem a denúncia, a comissão apresentará um parecer final e a Câmara realizará uma sessão de julgamento.
Por sorteio, com o auxílio de três cidadãos, os vereadores definiram a composição da comissão. Júlio Ataíde (PL) assumiu a presidência, Marinho Nishiyama (Novo) ficou como relator e Val Santos (PP) passou a integrar o grupo como membro.
A denúncia pede a cassação do mandato da prefeita com base em supostas infrações a cinco incisos do Decreto-Lei 201/1967, que rege as comissões processantes e os processos de cassação. O texto cita “efetuar despesas não autorizadas”, “descumprir o orçamento aprovado”, “praticar atos contra expressa disposição em lei”, “omitir-se ou negligenciar na defesa de bens, rendas e interesses do município” e “proceder de modo incompatível com a dignidade e o decoro do cargo”.
A denunciante afirmou que a prefeita teria quebrado “o compromisso político com a população” e listou nove supostas infrações político-administrativas que fundamentariam o pedido. Ela também relacionou os atos a violações de cinco princípios previstos na Constituição Federal de 1988: legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.
Os vereadores aprovaram a aceitação da denúncia e a abertura da Comissão Processante por 11 votos a favor e quatro contrários. Votaram favoravelmente Áurea Rosa (PP), Roberto Comeron (PP), Júlio Ataíde (PL), Lucinha Woolck (MDB), Dr. Marcelo Poli (PL), Marinho Nishiyama (Novo), Tarzan (PP), Ronaldo Coquinho (PL), Thiago Leitão (PL), Val Santos (PP) e Vanderlei Pacheco (Avante). Gleyce Dornelas (Novo), Robson Leite (União), Júnio Guari (Republicanos) e Margarido (PP) votaram contra.
Esta representa a segunda denúncia apresentada à Câmara de Itapeva com pedido de abertura de Comissão Processante contra Adriana Duch. Em agosto de 2025, os vereadores rejeitaram de forma unânime o recebimento de uma denúncia baseada no relatório final da CEI da Limpeza Urbana.
Nota da Prefeitura
A Prefeitura Municipal de Itapeva informou que, até o momento, a prefeita ainda não recebeu notificação oficial sobre a Comissão Processante. Mesmo assim, a administração declarou que tem conhecimento do que os vereadores discutiram na sessão da Câmara realizada na noite de 2 de fevereiro de 2026.
Segundo a nota, a Prefeitura irá esclarecer todos os pontos levantados e apresentar documentos e ações administrativas que comprovem legalidade, transparência e responsabilidade, além de demonstrar que não houve prejuízo aos cofres públicos. A administração afirmou que interesses pessoais não irão prevalecer e que o atendimento à comunidade seguirá como prioridade.
A Prefeitura também destacou que considera legítima e necessária qualquer apuração relacionada à administração pública e disse concordar com a análise dos fatos. Ao mesmo tempo, apontou que o movimento ocorre em um contexto político que busca desestabilizar e enfraquecer a atual gestão, especialmente porque a prefeita não concorda, não compactua e não permite a continuidade de práticas consideradas inadequadas e antigos hábitos do sistema municipal. A administração reafirmou que seguirá governando com seriedade, moralidade e respeito ao dinheiro público, priorizando o interesse coletivo e o bem da população.
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