Abordagem do TOR em Itapetininga apreendeu ampolas para emagrecimento e 15 celulares; dupla pagou fiança e vai responder em liberdade.
Segundo os responsáveis, não houve reunião prévia, nem explicações claras sobre a mudança.
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Pais e alunos da Escola Estadual Professor José Odin de Arruda, em Sorocaba, foram surpreendidos com a informação de que o terceiro ano do Ensino Médio não deve funcionar na unidade a partir do próximo ano. A decisão prevê a transferência dos estudantes para outras escolas da rede estadual, o que tem gerado preocupação entre famílias e alunos, principalmente em relação à segurança, deslocamento e impacto no desempenho escolar.
Segundo os responsáveis, não houve reunião prévia, nem explicações claras sobre a mudança. Márcia Ribeiro, auxiliar de serviços gerais e mãe de uma aluna, afirma que tentou buscar diálogo com a escola, mas não obteve retorno. A principal preocupação, segundo ela, é o trajeto até a nova unidade, já que atualmente muitos estudantes chegam à escola a pé. Com a transferência, parte deles poderá precisar pegar duas conduções ou passar mais tempo em deslocamento, especialmente no período noturno.
Márcia também relata que assinou documentos no momento da rematrícula sem ser informada de que o terceiro ano deixaria de existir na escola. Para ela, mudar de unidade justamente no último ano do Ensino Médio pode prejudicar o rendimento escolar, a preparação para o vestibular e até a permanência dos jovens na sala de aula.
Entre os estudantes, a decisão também causa apreensão. As alunas afirmam que a mudança altera completamente a rotina no ano mais decisivo da vida escolar. Além da distância maior até a nova escola, elas relatam dificuldades de adaptação e insegurança em começar tudo do zero.
A estudante Gisele Cruz destaca a dificuldade de frequentar uma escola mais distante, além da timidez e do desafio de fazer novas amizades. Já Giovana Cruz aponta que algumas das escolas indicadas funcionam em período integral, o que exigiria passar o dia todo fora de casa. Ela ressalta ainda que estuda na atual unidade desde o 6º ano. Nicoly Caroline Domingues afirma que a escola atual oferece um bom ensino, realidade que, segundo ela, não se repete em todas as unidades. Nicoly também menciona que chegaria mais tarde em casa, o que impactaria sua rotina, já que faz curso e ajuda a mãe.
Um responsável, que preferiu não se identificar, afirma que o único contato feito pela escola ocorreu no momento da rematrícula. Segundo ele, os documentos foram apresentados como uma formalidade, sem deixar claro que a transferência já estava sendo definida. As informações teriam sido tratadas como uma possibilidade futura, e não como uma decisão tomada, o que levou muitos pais a assinarem os papéis sem pleno esclarecimento. Diante da situação, as famílias agora pedem que a decisão seja revista e cobram mais transparência e diálogo por parte da Secretaria da Educação, para que os estudantes não sejam prejudicados no último ano do Ensino Médio.
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