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Tempestade já foi classificada como a mais forte de 2024 pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, com ventos superiores a 270 km/h e ondas de até cinco metros
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O furacão Milton é um dos assuntos mais comentados no mundo. Especialistas estão alarmados com o alto poder destrutivo dessa tempestade, que já foi classificada como a mais forte de 2024 pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, com ventos superiores a 270 km/h e ondas de até cinco metros. O furacão deve atingir a Flórida na noite desta quarta-feira (9), provocando preocupação entre os residentes.
Entre os moradores que se preparam para enfrentar a tempestade estão vários sorocabanos que vivem na Flórida. Tati Patron, jornalista que se mudou para Kissimmee, na região central do estado, há oito anos, descreve o clima de tensão. “Aqui não teve alerta de evacuação, mas há várias orientações, como estocar água e gás, além de preparar a casa para possíveis emergências”, relata Tati. Ela conta que seguiu as recomendações do governo local, abastecendo sua residência com água potável e gás, além de armazenar água para o banho.
As ruas da Flórida estão praticamente desertas e o céu, carregado, mostra sinais da aproximação do furacão. Nas regiões litorâneas, o cenário é ainda mais preocupante. Diego Rodrigues, fotógrafo de Sorocaba que reside em Miami, compartilha sua apreensão. “Compramos água e estocamos o necessário. As cidades costeiras estão com alertas mais severos devido ao risco de inundações”, afirma.
A meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo, explica que as áreas mais afetadas serão aquelas próximas ao litoral e às regiões baixas, que correm grande risco de inundações e ventos extremos. “O centro do furacão deve passar pelas regiões mais ao sul da Flórida, causando tempestades com ondas elevadas e ventos que podem superar os 270 km/h”, alerta a especialista.
Enquanto os moradores locais buscam se proteger, turistas também enfrentam os impactos da tempestade. Livia Soares, médica de Sorocaba, que viajou com o namorado e amigos para Orlando, relata que tiveram que cancelar os passeios aos parques de diversão devido ao furacão. “Nós recebemos alertas a todo momento nos celulares e, por segurança, decidimos nos deslocar para uma outra cidade”, conta Livia. Agora, ela e seus amigos aguardam a passagem do furacão para avaliar se será possível retomar os planos e voltar em segurança ao Brasil.
Com o furacão Milton prestes a atingir a costa americana, a recomendação das autoridades é que todos permaneçam atentos aos alertas meteorológicos e sigam as instruções de segurança, enquanto o estado se prepara para enfrentar a maior tempestade do ano.
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