Investigação aponta que vítima de 55 anos morreu após sofrer traumatismo craniano; suspeito já tinha histórico de agressões contra o pai
Investigada alega legítima defesa, mas familiares da vítima suspeitam de crime premeditado ocorrido em janeiro, em Mairinque
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A Polícia Científica realizou, na manhã desta segunda-feira (7), a reconstituição de um crime que chocou Mairinque (SP) no início do ano. O caso aconteceu em janeiro, quando um homem, de 47 anos, foi morto com uma facada no pescoço pela esposa, de 36 anos. A mulher responde em liberdade e afirma ter agido em legítima defesa.
O crime ocorreu na madrugada do dia 23 de janeiro, na Vila Sorocabana, logo após o casal assistir ao jogo de futebol, acompanhado pelo filho mais velho, de 11 anos. Segundo o relato da mulher à polícia, a discussão começou no quarto e teria evoluído para agressões físicas. Ela afirma que foi atingida por três tapas no rosto e que, em resposta, desferiu um único golpe com uma faca que estaria no chão.
A vítima, que era conhecido jogador de futsal na cidade, chegou a ser socorrido pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos. A mulher foi levada à delegacia e, após o depoimento, foi liberada. Na ocasião, o delegado plantonista considerou a excludente de ilicitude por legítima defesa e não lavrou o auto de prisão em flagrante.
A família da vítima, no entanto, questiona a versão apresentada. A irmã do homem morto disse que ele apresentava diversos ferimentos, enquanto a mulher não tinha marcas de agressão. “Ela alega legítima defesa e não apresentou nenhum arranhão. Meu irmão estava bem machucado, parecia ter sido espancado”, afirmou. A irmã também questionou a presença da faca no quarto: “Como uma faca de corte simplesmente aparece no chão?”. Ela preferiu não entrar em mais detalhes por conta do inquérito ainda em andamento. A reconstituição feita pela Polícia Científica visa esclarecer as circunstâncias do crime, as versões apresentadas e o que efetivamente ocorreu no interior da residência. A Polícia Civil segue investigando o caso para determinar se houve legítima defesa ou se foi um homicídio premeditado.
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