Mulher que fingiu ter 12 anos em Santa Catarina já havia mobilizado autoridades em Jundiaí

Jundiaí, Policial | 0 Comentários

Jacqueline França

9 de junho de 2026

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De acordo com o boletim de ocorrência registrado em Jundiaí, a mulher procurou agentes da Guarda Municipal afirmando ter fugido de uma situação de cárcere e exploração em Fortaleza, no Ceará

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O caso da mulher de 37 anos denunciada por falsa identidade e estelionato em Santa Catarina ganhou novos desdobramentos após a divulgação de registros que mostram sua passagem por Jundiaí, no interior de São Paulo, em 2022. Na época, ela se apresentou como adolescente, relatou uma série de violências e mobilizou guardas municipais, equipes de saúde, assistência social e o Conselho Tutelar.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado em Jundiaí, a mulher procurou agentes da Guarda Municipal afirmando ter fugido de uma situação de cárcere e exploração em Fortaleza, no Ceará.

Segundo o relato apresentado às autoridades na época, ela teria chegado ao município após uma viagem de cinco dias com a ajuda de um caminhoneiro. A mulher foi encontrada apenas com a roupa do corpo, em situação de vulnerabilidade e com sinais aparentes de lesões pelo corpo.

Ela foi encaminhada ao Hospital Universitário de Jundiaí, onde recebeu atendimento médico. No depoimento, afirmou ter nascido em 2009 e relatou uma série de episódios de violência física. Diante da gravidade das informações, o Conselho Tutelar foi acionado e o caso passou a ser acompanhado pelos órgãos de proteção.

Ainda segundo o registro policial, as informações fornecidas por ela não foram confirmadas nos sistemas consultados pelas autoridades. O caso foi investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Jundiaí.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que a mulher foi indiciada por falsidade ideológica e que outros detalhes devem ser solicitados à Justiça.

O caso voltou a repercutir nacionalmente após a mulher ser presa em Joinville, em Santa Catarina. Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público catarinense, ela teria se passado por uma adolescente de 12 anos utilizando uma identidade falsa. De acordo com a investigação, ela foi acolhida por uma família entre fevereiro de 2025 e junho de 2026, período em que teria recebido moradia, alimentação, transporte e outros benefícios.

Ainda conforme o Ministério Público, a investigada adotava comportamentos associados à infância, como fala infantilizada e atitudes compatíveis com a de uma criança, para dar credibilidade à história apresentada às vítimas.

A mulher, que está presa, foi denunciada pelos crimes de estelionato e falsa identidade. A Justiça de Santa Catarina também determinou a realização de um exame de sanidade mental para avaliar sua condição psicológica. O processo permanece em andamento.

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