Mulher foge após ser mantida em cárcere privado por mais de um mês em Jundiaí

Jundiaí, Policial, Tá na Hora Região | 0 Comentários

Marcos de Patto

1 de dezembro de 2025

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Vítima de 40 anos relatou tortura física e psicológica; suspeito foi preso em flagrante e teve prisão convertida para preventiva.

Vítima de 40 anos relatou tortura física e psicológica

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Uma mulher de 40 anos conseguiu fugir após ser mantida em cárcere privado e sofrer tortura física e psicológica durante cerca de um mês e meio, no bairro Ivoturucaia, em Jundiaí. O suspeito foi preso em flagrante pela Polícia Civil na noite do último sábado (29).

Segundo informações registradas no boletim de ocorrência registrado no 1º Distrito Policial, a vítima relatou que, poucos dias após a convivência com o ex-companheiro, passou a ter a liberdade totalmente restringida. Ela relatou que não podia sair de casa, não tinha acesso às chaves do imóvel e só deixava a residência acompanhada pelo agressor.

Ela afirmou também que era obrigada a ingerir bebidas alcoólicas e consumir drogas diariamente. Quando as substâncias acabavam, o homem se exaltava e iniciava agressões que incluíam socos, chutes, tapas e golpes com objetos, como pedaços de madeira. Em um dos ataques, a vítima disse ter ficado dois dias sem conseguir andar.

Ainda segundo o boletim, o suspeito teria vendido eletrodomésticos e utensílios pessoais da mulher para comprar entorpecentes. Ela também relatou ser ameaçada de morte e constantemente insultada.

A fuga ocorreu quando o agressor ordenou que a vítima fosse sozinha buscar mais droga, dizendo estar “muito louco” para sair. Aproveitando a única oportunidade de escapar, ela chamou um carro por aplicativo e pediu ajuda assim que encontrou equipes policiais.

Após o relato, investigadores foram até o imóvel. Para entrar, precisaram escalar o muro e encontraram o suspeito alterado. Ele recebeu voz de prisão e foi algemado para evitar tentativa de fuga.

O homem foi enquadrado pelos crimes de tortura, ameaça, injúria, cárcere privado e violência doméstica. A prisão em flagrante foi convertida para preventiva, devido a gravidade da violência e o risco à integridade da vítima.

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