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Paciente foi atendido no Hospital São Vicente de Paulo; governo reforça importância de procurar ajuda médica imediata após ingestão
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O Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, em Jundiaí, confirmou nesta sexta-feira (03) o atendimento a um paciente intoxicado por metanol. O diagnóstico foi validado pelo Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Campinas.
Seguindo protocolo, o caso foi registrado no Sistema de Informação de Agravos de Notificação e comunicado à Vigilância Sanitária municipal, que acompanha a ocorrência.
A Prefeitura de Jundiaí informou que a Vigilância ainda está apurando os detalhes e divulgará um posicionamento oficial assim que possível. Em cumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados, não foram fornecidas informações sobre o estado de saúde do paciente.
Alerta do Governo do Estado
Com o aumento dos casos, o Governo de São Paulo reforçou que as primeiras horas após a ingestão de bebida contaminada são decisivas para salvar vidas. O Estado mantém estoque do antídoto contra o metanol, o etanol absoluto (99,9%), disponível em hospitais de referência como os das universidades USP, Unicamp e Ribeirão Preto.
O Laboratório de Toxicologia Analítica Forense realiza exames de sangue e urina para confirmar a presença da substância. As amostras coletadas nos hospitais são enviadas ao Instituto Adolfo Lutz, responsável pela logística do transporte.
De acordo com a coordenadora de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde, Regiane de Paula, a rapidez no atendimento é essencial.
“No primeiro sinal que fuja do habitual, é essencial procurar uma unidade de saúde para receber o antídoto contra o metanol. Isso pode salvar vidas”, afirmou.
Sintomas e recomendações
Os sintomas de intoxicação por metanol são diferentes dos efeitos comuns da ingestão de álcool. Entre os principais sinais estão:
Sem tratamento rápido, o quadro pode evoluir para convulsões, cegueira e danos neurológicos permanentes. A orientação é procurar atendimento médico em até 6 horas após o início dos sintomas.
Situação no Estado
Até esta quinta-feira (1º), o governo estadual confirmou 11 casos de intoxicação por metanol, incluindo um óbito. Para enfrentar a situação, foi criado um gabinete de crise e estão em andamento ações conjuntas das Secretarias da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça.
Em setembro, mais de 43 mil inspeções foram realizadas em bares, adegas e distribuidoras em todo o estado.
As autoridades reforçam a importância de adquirir bebidas apenas de fabricantes legalizados, verificando rótulo, lacre e selo fiscal. Produtos de origem duvidosa podem representar risco grave à saúde.
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