Em dias de chuva, os transtornos se intensificam. Moradores que utilizam um ponto de ônibus localizado na Raposo Tavares enfrentam dificuldades para percorrer o trecho a pé até suas residências
Mais de 1,4 mil pacientes não compareceram a consultas e exames neste ano nas unidades de saúde do município
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A sala cheia mostra a demanda da população por consultas médicas, mas as cadeiras vazias também têm significado: elas representam as faltas em atendimentos agendados. Essa realidade era notada pelos agentes de saúde, mas precisava ser visível também aos pacientes. Por isso, foi instalado o “faltômetro” nas unidades básicas de saúde (UBS). A mensagem é direta: a sua falta faz falta.
Segundo o secretário de Saúde, Lúcio Gonçalves, mesmo com o aumento das horas de atendimento, a população não tem correspondido às expectativas. “Houve ampliação na oferta, mas ainda não resolveu o problema”, destacou.
De acordo com a placa do faltômetro, foram registradas 429 faltas em julho, um mês com 22 dias úteis. Isso representa quase 20 ausências por dia.
Nos primeiros quatro meses deste ano, as unidades de saúde especializadas do município registraram quase 1.500 faltas em consultas e exames. Entre as especialidades mais afetadas estão a terapia ocupacional, fonoaudiologia e dermatologia.
Embora a ortopedia e a psiquiatria tenham registrado números maiores de ausências, a oferta de consultas nessas áreas também é maior. O índice de faltas não passa de 18%. Já na fonoaudiologia, terapia ocupacional e dermatologia, as ausências equivalem a cerca de 30% dos atendimentos disponibilizados.
Marli Martins Mendonça, agente comunitária de saúde que também utiliza o sistema público, afirma que sente os impactos das ausências. “Assim como qualquer outro morador, eu enfrento filas para ser atendida. Quando o paciente não comparece, prejudica todo o serviço”, explicou.
A aposentada Lúcia Barros Gonçalves também ressaltou a importância de avisar quando não é possível comparecer. “Eu sempre procuro ir às consultas, mas quando não dá, aviso com antecedência”, disse enquanto aguardava atendimento no ginecologista.
Segundo o secretário Lúcio Gonçalves, outras medidas poderão ser adotadas caso o faltômetro não seja suficiente para reduzir as faltas.
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