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Último estudo das águas do rio revelou aumento da poluição
Foto: SOS Mata Atlântica
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A mancha de poluição na Bacia do Rio Tietê, que corta quase todo o estado de São Paulo, aumentou 47 quilômetros e saltou para 207 quilômetros, de acordo com as últimas medições feitas. Esse número é o pior resultado desde 2012, quando a marca chegou a 240 quilômetros. É o que revela o estudo da Fundação SOS Mata Atlântica.
O relatório contou com a participação de 44 grupos de voluntários em 28 municípios, sendo complementado com dados levantados pela equipe técnica da SOS Mata Atlântica e da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo). Foram utilizados 16 indicadores de qualidade seguindo o Índice de Qualidade da Água (IQA), abrangendo 39 rios da bacia do Tietê a partir do monitoramento de 61 pontos de coleta. Desses, 62% apresentaram qualidade de água regular, 11% boa e 26% ruim ou péssima. A qualidade da água do rio Tietê foi monitorada num total de 576 quilômetros, desde sua nascente em Salesópolis até Barra Bonita, na hidrovia Tietê-Paraná.
O Rio Tietê é o maior do estado de São Paulo, e praticamente atravessa o território paulista, com seus 1.100 quilômetros de extensão. A poluição torna a água imprópria em mais de 130 quilômetros, com situação considerada “ruim”; e em 76 quilômetros, classificada como “péssima”.
Nesse contexto a SOS Mata Atlântica propõe a integração de Soluções Baseadas na Natureza e defende que a melhor alternativa para tentar reduzir o problema da poluição do Tietê seria a criação de mais parques.
Na comemoração do Dia mundial da água, o estudo da Fundação SOS Mata Atlântica nos mostra que os cuidados que tomamos com o principal rio do estado ainda são insuficientes. O Tietê está pedindo ajuda e é preciso ouvi-lo.
Segundo especialistas, o cenário é considerado atípico para junho, mês que normalmente integra o período de estiagem no Sudeste.
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