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Enterro ocorreu na manhã desta terça-feira (18) após perícia não localizar a cabeça da vítima
Imagem: Ricardo Cavalcanti
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O corpo da haitiana encontrada morta na última quarta-feira (11) foi enterrado na manhã desta terça-feira (18), no Cemitério Municipal de Votorantim. Não foi possível a realização do velório da vítima, pois a cabeça dela não teria sido encontrada pela perícia.
A mulher, de 39 anos, foi localizada morta no Jardim Tatiana, em Votorantim, após desaparecer na noite do último domingo (8), depois de sair do restaurante onde trabalhava. O caso é investigado como feminicídio pela Delegacia de Investigações Gerais e Especializadas (DIG) de Sorocaba.
Segundo a polícia, parte do corpo da vítima foi encontrada nos fundos da casa onde ela morava, enterrada em uma vala rasa em uma área de brejo, o que dificultou o trabalho da perícia. O local fica no bairro Jardim Tatiana, onde vizinhos, familiares e integrantes da comunidade haitiana acompanharam a ação policial.
A vítima vivia há pelo menos cinco anos na cidade e era mãe de três filhos. Familiares registraram um boletim de ocorrência após não conseguirem contato com ela desde segunda-feira (9). Após diligências, policiais civis localizaram o corpo em uma área de mata próxima à residência.
De acordo com relatos de amigos, que preferiram não gravar entrevistas, a mulher estava em um relacionamento, mas o ex-marido teria sido visto no bairro dias antes do desaparecimento. Ainda segundo essas informações, a vítima possuía medida protetiva contra o homem.
A Polícia Civil informou que utilizaria cães farejadores nas buscas por outras partes do corpo que ainda não foram localizadas. Exames periciais foram requisitados ao Instituto de Criminalística e ao Instituto Médico Legal para auxiliar no esclarecimento do caso.
O companheiro da vítima, de 36 anos, é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais e Especializadas de Sorocaba. A polícia procura Charles Anglade, apontado como principal suspeito do crime. A Justiça decretou a prisão do investigado, que segue foragido.
Os investigadores também incluíram o nome do suspeito na difusão vermelha da Interpol, diante da possibilidade de fuga para o exterior. Testemunhas ouvidas pela polícia relataram discussões frequentes na residência, além de episódios de agressões e ameaças atribuídas ao suspeito.
A Polícia Civil mantém as diligências para localizar e prender o investigado.
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