Suspeito é o ex-companheiro, que teria premeditado o crime há meses
Um grupo formado por integrantes de entidades que lutam pelos direitos das mulheres realizou um protesto em frente à Delegacia de Defesa da Mulher, em Sorocaba, nesta sexta-feira (14). Os participantes seguraram faixas e fizeram discursos pedindo também por humanização no atendimento policial às mulheres vítimas de violência.
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Um grupo formado por integrantes de entidades que lutam pelos direitos das mulheres realizou um protesto em frente à Delegacia de Defesa da Mulher, em Sorocaba, nesta sexta-feira (14). Os participantes seguraram faixas e fizeram discursos pedindo também por humanização no atendimento policial às mulheres vítimas de violência.
O pedido principal do protesto era de justiça por Aline Queiroga, mulher morta a tiros esta semana no local de trabalho, uma loja de tintas que fica no Wanel Ville. O principal suspeito é o ex-companheiro dela que continua foragido. A mulher chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. A perícia esteve na loja e laudos vão ajudar na investigação do caso.
Segundo os familiares, Aline e o companheiro tiveram um relacionamento por sete meses. Desde quando terminaram, por conta de agressões, em março deste ano, ela sofria ameaças. Aline registrou boletins de ocorrência, mas as ameaças e agressões continuaram. A polícia procura pelo autor dos disparos e pelo veículo utilizado na fuga. Aline tinha medida protetiva contra o suspeito de matá-la e já havia registrado boletins sobre o descumprimento da medida. O número de medidas protetivas concedidas pela comarca de Sorocaba a mulheres aumentou 18% desde o ano passado. Nos cinco primeiros meses de 2023 foram concedidas 709 medidas, já em 2024 esse número passou para 843 concessões. A decisão é uma das mais importantes ferramentas para a proteção de mulheres vítimas de violência.
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