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Hospital iniciou o protocolo para investigação de morte encefálica.
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O bebê agredido pela mãe em Jundiaí permanece internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do hospital universitário, em estado extremamente grave. Segue respirando com auxílio de aparelhos e apresenta risco iminente de óbito. Foi iniciado o protocolo para investigação de morte encefálica.
A mãe do bebê, de 23 anos, foi presa como suspeita de espancar a filha de um ano e três meses. A Polícia Militar foi acionada pela médica que desconfiou da mãe quando a criança deu entrada em uma unidade de pronto-atendimento com a clavícula quebrada, queimaduras no couro cabeludo e pescoço, e hematomas pelo corpo. A menina teve três paradas cardiorespiratórias e precisou ser internada.
Na UPA os agentes foram informados que em fevereiro deste ano a mesma criança já tinha sido internada por desnutrição e marcas de mordida, e que depois disso ela já tinha sido levada pela responsável mais duas vezes ao hospital com outros hematomas. Segundo o boletim de ocorrência, o conselho tutelar estava acompanhando a família, mas a mãe teria mudado de endereço sem informar a instituição.
A mãe da criança teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Após todo o ocorrido, a polícia civil passou a investigar as agressões ao bebê como tentativa de homicídio. Inicialmente o caso foi registrado como lesão corporal grave e maus-tratos. Na terça-feira (23), a Câmara Municipal aprovou uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a atuação do Conselho Tutelar no episódio. O intuito é investigar uma possível omissão do órgão no cumprimento de suas funções em relação à vítima.
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