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O aplicativo Protege Mulher resultou na prisão de 85 pessoas em Sorocaba em 2025. O balanço da Guarda Civil Municipal (GCM) aponta 382 denúncias de violência doméstica e de descumprimento de medida protetiva registradas por meio do sistema ao longo do ano.
Um dos casos mais recentes aconteceu na manhã desta segunda-feira (26). A GCM deteve um homem de 55 anos no Parque Esmeralda, na zona norte da cidade, após a vítima acionar o alerta pelo aplicativo Protege Mulher. A Justiça havia imposto ao suspeito uma medida judicial que o proibia de se aproximar da ex-esposa.
Assim que recebeu o chamado, a equipe do Centro de Controle Operacional Integrado (CCOI) acionou viaturas para o endereço indicado. No local, os guardas encontraram o homem dentro da casa da vítima. Ele apresentava comportamento agressivo, fazia ameaças e agredia a mulher.
Após conter o suspeito, a GCM o levou em uma viatura até a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sorocaba. Outra equipe conduziu a vítima até a unidade policial. O delegado de plantão determinou o registro do boletim de ocorrência por violência doméstica e descumprimento de medida protetiva. O homem permaneceu preso em flagrante e ficou à disposição da Justiça.
A GCM utiliza o aplicativo Protege Mulher como ferramenta de apoio no combate à violência doméstica. O sistema atende mulheres que formalizam denúncia, obtêm medida protetiva na Justiça e realizam cadastro no programa.
Quando o agressor descumpre a decisão judicial, seja ao se aproximar da vítima ou ao praticar ameaças e agressões físicas, verbais ou psicológicas, a mulher pode acionar o botão de alerta no celular. O sistema envia imediatamente um aviso ao CCOI, com a localização exata via GPS. Em seguida, a central aciona equipes da GCM para atender a ocorrência. O aplicativo também fornece aos agentes informações sobre o possível agressor.
Para se cadastrar, a vítima precisa comparecer ao Centro de Referência da Mulher (Cerem), localizado na Avenida Juscelino Kubitschek, nº 440, no Centro, com o boletim de ocorrência e a medida protetiva expedida pela Justiça. No local, a mulher recebe orientações sobre o programa e sobre o uso do aplicativo. O celular precisa estar conectado à internet no momento da utilização.
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