100 anos de CRS Brands: a história da família Cereser em Jundiaí

Jundiaí | 0 Comentários

Nicole Bonentti

4 de maio de 2026

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Primeira venda registrada em 1926 marca trajetória iniciada no século XIX e consolidada com vinhos e sidras produzidos em Jundiaí

Foto antiga da família Cereser.

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A primeira venda registrada da fábrica de vinhos da família Cereser aconteceu em 8 de maio de 1926, com 200 litros de vinho natural de uva vendidos por 280 mil réis, com destino à cidade de Piracicaba. O documento histórico marca o início formal de uma trajetória que começou décadas antes, com a chegada de um imigrante italiano ao Brasil.

O talão da venda está exposto junto com outros itens históricos no espaço da loja oficial da empresa, no bairro Caxambu, em Jundiaí. A história, no entanto, começa na década de 1880, quando Santo Cereser desembarcou sozinho no porto do Rio de Janeiro, fugindo das dificuldades na Europa.

Em busca de trabalho, ele seguiu para São Paulo e depois para Jundiaí, onde foi empregado em uma fazenda. No local, plantou 40 mudas de uva trazidas da Europa. Após um sonho que considerou revelador, decidiu deixar o emprego, acreditando que a família estava a caminho do Brasil.

De volta à cidade, Santo Cereser soube que o Barão de Jundiaí oferecia terras a imigrantes, com pagamento feito por meio da própria produção. Ele retornou à fazenda para recuperar as mudas que havia plantado e iniciou, no bairro Caxambu, a produção de uvas e vinhos da família.

Com o crescimento da produção e das vendas, o negócio passou por um processo de profissionalização. Ainda em maio de 1926, foi emitida a primeira nota fiscal em nome de Humberto Maximiliano. Anos depois, em 1937, foi criado o vinho Dom Bosco.

Com o nome de Viti Vinícola Santa Izabel, a empresa se consolidou em Jundiaí. A denominação faz referência à devoção da família à santa, tradição mantida ao longo das gerações.

Na década de 1950, João Cereser passou a oferecer os produtos em consignação para festas e quermesses de paróquias da cidade, ampliando a presença da marca na região.

Já na década de 1960, com o incentivo do governo brasileiro ao plantio de maçãs, surgiu a ideia de produzir espumantes a partir da fruta, seguindo modelos adotados na Argentina e em países da Europa.

Inicialmente, o produto enfrentou dificuldades de comercialização. A situação mudou quando garrafas da sidra Cereser passaram a integrar cestas de Natal produzidas por uma empresa, ampliando a distribuição.

A partir desse momento, a sidra abriu um novo capítulo na história da empresa, consolidando a marca no mercado de bebidas.

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