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Família venezuelana que vive no interior de São Paulo acompanha clima de tensão no país de origem e teme guerra após a prisão do ditador
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A prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, domina o noticiário internacional e aumenta a preocupação de refugiados que vivem fora do país. Em Sorocaba, no interior de São Paulo, famílias venezuelanas acompanham a crise à distância e temem pelo que pode acontecer com parentes que permaneceram no território venezuelano.
Gema Merchán vive em Sorocaba há cinco anos. A venezuelana deixou o país de origem em busca de uma vida melhor. Para conseguir a mudança, a família vendeu a casa, um carro e os pertences domésticos e embarcou para o Brasil.
A hiperinflação na Venezuela e a falência de uma loja da família, que passou a impedir a compra de comida e de outros bens essenciais, motivaram a decisão de sair do país. Segundo Gema, a situação financeira se tornou insustentável, mesmo com trabalho e renda.
No Brasil, Gema construiu uma nova história. Ela se apaixonou por um venezuelano que também se refugiou no país e teve uma filha, a pequena Cloe, de 2 anos. Vivem com ela os pais, um irmão de 13 anos e a irmã Âmbar, de 19. Enquanto moravam na Venezuela, a família se virava como podia para sobreviver.
Atualmente, o salário mínimo no país equivale a cerca de R$ 2,34 por mês. Âmbar relata que a mãe, mesmo sendo professora, trabalhava apenas meio período e não conseguia manter a família. O pai buscava trabalhos informais, muitas vezes pagos com produtos, e não com dinheiro, o que dificultava ainda mais a rotina.
Depois de muitos desafios, a família conquistou uma rotina mais estável no Brasil. No entanto, a prisão de Nicolás Maduro e da esposa reacendeu o medo. Gema e os parentes temem que a crise evolua para um conflito armado.
Em Sorocaba, a família vive um conflito diário: a esperança de que a situação melhore na Venezuela e, ao mesmo tempo, o medo do que pode acontecer com quem ficou. A distância torna a espera ainda mais angustiante, sem previsão de uma solução.
Parentes que permanecem no país, como uma tia de Gema que conversou com a reportagem por videochamada, descrevem um clima de tensão. Gema afirma que mantém contato diário com a família, que relata medo constante e presença policial nas ruas, sem saber o que pode acontecer a qualquer momento.
Âmbar também diz sentir insegurança diante do cenário de incertezas. Para ela, não existe garantia de estabilidade ou segurança no país neste momento. Enquanto Gema ainda sonha em voltar um dia para a Venezuela, por se tratar do país de origem, Âmbar afirma que não se imagina reconstruindo a vida por lá.
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