Quase 800 presos são recapturados em “saidinha” de março em São Paulo

Policial, Sorocaba | 0 Comentários

Jacqueline França

24 de março de 2026

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Esta foi a primeira “saidinha” do ano. Do total de prisões, 770 foram motivadas pela violação de regras estabelecidas pela Justiça, como a proibição de frequentar bares, consumir drogas, se envolver em brigas, circular fora da área autorizada ou permanecer nas ruas durante o período noturno

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A Polícia Militar recapturou 794 detentos em todo o estado de São Paulo durante o período da saída temporária, entre os dias 17 e 23 de março de 2026. As detenções ocorreram após o descumprimento de medidas judiciais impostas para a concessão do benefício ou em razão de novos crimes cometidos em flagrante. Todos os recapturados foram reconduzidos ao sistema prisional.

Esta foi a primeira “saidinha” do ano. Do total de prisões, 770 foram motivadas pela violação de regras estabelecidas pela Justiça, como a proibição de frequentar bares, consumir drogas, se envolver em brigas, circular fora da área autorizada ou permanecer nas ruas durante o período noturno.

A maior concentração de recapturas foi registrada na região de Ribeirão Preto, com 166 casos. Em seguida aparecem Santos, com 159, e Campinas, com 135. Outras regiões do interior paulista também contabilizaram detenções: Bauru (76), São José do Rio Preto (71), Araçatuba (68), São José dos Campos (47), Presidente Prudente (17) e Sorocaba (7). Na capital paulista, foram registrados 12 casos.

Além disso, 24 beneficiados foram presos em flagrante por crimes como homicídio, estupro, violência doméstica, tráfico de drogas, furto, roubo, agressão, falsa identidade, ameaça, direção perigosa e dano material.

Os detentos tinham até às 18h da última segunda-feira (23) para retornar às unidades prisionais. Aqueles que não cumpriram o prazo são considerados foragidos.

Uma parceria firmada em junho de 2025 entre a Secretaria da Segurança Pública, a Secretaria da Administração Penitenciária e o Tribunal de Justiça de São Paulo tem facilitado o trabalho policial durante o período da saída temporária. Com o acordo, policiais militares passaram a ter acesso direto às informações dos beneficiados, permitindo a verificação imediata do cumprimento das condições impostas pela Justiça durante abordagens, sem a necessidade de condução até uma delegacia.

Nos casos de descumprimento, o detento recapturado é submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) e, em seguida, encaminhado de volta ao sistema prisional.

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