GCM fora de serviço ameaça homem com arma após briga de trânsito em Sorocaba

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Jornalismo TV Sorocaba

14 de maio de 2025

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Professor foi ameaçado por Guarda Civil Municipal após colisão leve; caso foi registrado como ameaça e abuso de autoridade

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Um desentendimento no trânsito chamou a atenção na Avenida Dr. Américo Figueiredo, Zona Oeste de Sorocaba, na manhã desta quarta-feira (14). Um professor de 26 anos foi ameaçado com uma arma por um Guarda Civil Municipal, que estava fora do horário de trabalho. O momento foi registrado por testemunhas.

Felipe Pereira de Mello conta que havia saído às pressas da academia após ser informado do desaparecimento do cachorro da família. Durante o trajeto, o carro dele teria encostado levemente no retrovisor de outro veículo, cujo motorista decidiu persegui-lo. No semáforo, o homem — que depois foi identificado como um Guarda Civil Municipal — teria fechado o carro de Felipe e iniciado as ameaças. “O homem me empurrou e retirou uma arma do porta-malas. Foi assustador. Em nenhum momento ele se identificou como GCM”, relata Felipe.

O motoboy Helison Mathias Silva Araújo presenciou o momento da abordagem. “Pensei em intervir, mas fiquei com medo quando vi a arma”, contou.

Nas imagens feitas por populares, é possível ver o momento em que o guarda abre o porta-malas, retira a arma e continua empurrando o professor. A Polícia Militar e a própria Guarda Civil foram acionadas. O caso foi registrado no plantão policial e encaminhado ao 9º Distrito Policial como ameaça e abuso de autoridade. O GCM foi ouvido e liberado.

Felipe também afirma ter sido vítima de racismo durante a abordagem. “Eu sei que a forma como fui tratado não aconteceria com qualquer pessoa. Foi discriminatório.”

A Secretaria de Segurança Urbana de Sorocaba informou que acompanha o caso registrado durante uma ocorrência de trânsito nesta quarta-feira (15). Segundo a nota enviada pela pasta, o oficial estava fora do horário de trabalho no momento da confusão.

A secretaria afirmou ainda que a conduta do guarda será apurada pela Corregedoria da corporação por meio de processo disciplinar. Além disso, o órgão reforçou que colaborará com a Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar os fatos.

De acordo com a nota, o GCM possui porte de arma e exerce atividade operacional de forma regularizada, conforme previsto pela legislação vigente.

Em nota, a defesa do guarda afirmou que ele atua na corporação há mais de 33 anos e possui histórico de conduta classificado como “excepcional”. Segundo o relato, no momento da ocorrência, o agente estava em deslocamento do trabalho para casa quando foi surpreendido por um veículo em alta velocidade que colidiu com seu carro.

A defesa alega que, diante da situação, o GCM seguiu o veículo por temer que se tratasse de uma fuga ou outro tipo de crime. Ao se aproximar, teria se identificado como agente e solicitado que o motorista desembarcasse. Relata também que, por precaução, o GCM acessou sua arma pessoal, que estava guardada no porta-malas, e a manteve junto à perna, sem apontá-la ou realizar qualquer ameaça direta.

O agente acionou as viaturas da Guarda Municipal e colaborou com a Polícia Militar no local. A defesa afirma que ele está à disposição das autoridades e que agiu com responsabilidade e boa-fé, movido pela preocupação com a segurança pública.


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