Caso de suspeita de intoxicação por bebida adulterada com metanol é investigado em Itu

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Matheus Dias

30 de setembro de 2025

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Sete ocorrências estão em apuração no estado de São Paulo, que já registrou cinco mortes relacionadas à ingestão de bebidas contaminadas

Foto: Reprodução / Google Street View

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Um possível caso de intoxicação por bebida adulterada com metanol está sendo investigado em Itu (SP). A ocorrência faz parte de um conjunto de sete registros em análise no estado, incluindo situações na capital, na Grande São Paulo e em cidades do interior. A investigação coloca a cidade em ações de fiscalização e monitoramento contra a venda de produtos clandestinos.

De acordo com a Prefeitura de Itu, informações sobre pacientes não podem ser divulgadas por questões de sigilo médico. A administração municipal informou ainda que não há, até o momento, indícios de comercialização de bebidas contaminadas com metanol no município, segundo inspeções de rotina realizadas pela Vigilância Sanitária.

O caso integra as apurações da Divisão de Crimes contra a Saúde Pública da Polícia Civil, que já apreendeu bebidas suspeitas e instaurou inquéritos. Nesta semana, operações em Americana levaram à prisão de dois homens e à apreensão de mais de 17 mil bebidas adulteradas, embora sem presença de metanol.

Diante da gravidade da situação, o governo do estado instalou um gabinete de crise e anunciou medidas emergenciais. Entre as ações estão: Interdição cautelar de estabelecimentos suspeitos; Reforço nos canais de denúncia (181 da Polícia Civil e site do Procon-SP); Atendimento especializado em toda a rede de saúde para possíveis vítimas; Intensificação das fiscalizações em bares, adegas e distribuidoras.

Segundo o governador Tarcísio de Freitas, a prioridade é garantir a segurança da população e impedir a circulação de bebidas adulteradas.

Até o momento, o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) confirmou sete casos de intoxicação por metanol em São Paulo, com cinco mortes já registradas. Outros 15 casos seguem em investigação.

A Polícia Civil apura a atuação de quadrilhas independentes responsáveis pela produção clandestina. A suspeita é de que o metanol tenha sido usado de forma acidental no processo ou para adulterar garrafas reaproveitadas.

O CVS alerta que o consumo de bebida adulterada pode causar cegueira permanente ou até levar a óbito. Entre os sintomas estão dor abdominal intensa, tontura, visão turva e confusão mental. O atendimento médico imediato é essencial para salvar vidas.

A orientação é que os consumidores adquiram bebidas apenas em estabelecimentos de confiança, verificando rótulo, lacre de segurança e selo fiscal. Em caso de suspeita, a recomendação é acionar os órgãos competentes e não consumir o produto.

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