Aposentada de Sorocaba perde mais de R$ 85 mil ao cair no golpe do falso gerente de banco

Policial, Sorocaba | 0 Comentários

TV Sorocaba

16 de dezembro de 2025

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Durante a conversa, a falsa gerente foi dando todas as instruções, e a vítima seguia acreditando que estava protegendo a própria conta bancária.

Imagem da silhueta da vítima.

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Mais de oitenta e cinco mil reais. Esse foi o valor que uma aposentada de Sorocaba, que preferiu não se identificar, perdeu depois de cair no golpe do falso gerente de banco. A ligação parecia verdadeira.

Durante a conversa, a falsa gerente foi dando todas as instruções, e a vítima seguia acreditando que estava protegendo a própria conta bancária. Segundo o relato, a golpista completava os dados e orientava cada passo da operação.

A aposentada contou que a falsa gerente pediu para “zerar” um empréstimo de 66 mil reais e afirmou que ela poderia ficar tranquila, dizendo que ninguém faria novos empréstimos, afinal, segundo a golpista, isso já havia sido feito.

Somando o saldo que havia na conta, o cheque especial e os empréstimos realizados, a aposentada contestou o valor de R$ 85.399,98. Apenas no dia seguinte, quando a gerente verdadeira do banco entrou em contato, ela descobriu que tudo se tratava de um golpe.

A vítima afirmou que não entende como o banco liberou os valores, já que o salário dela é baixo. Ela disse ainda que em nenhum momento desconfiou da situação e só percebeu que havia sido enganada depois da ligação da gerente oficial, no dia seguinte.

Esse tipo de golpe tem crescido no país. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mais de 80% das fraudes registradas no ano passado ocorreram por meio da chamada engenharia social, quando o criminoso engana a vítima usando informações verdadeiras do banco ou do próprio cliente. Só em 2024, as perdas com esse tipo de crime passaram de 10 bilhões de reais.

O golpe do falso gerente funciona da seguinte forma: primeiro, a vítima recebe uma ligação ou mensagem que parece oficial, muitas vezes com o número real do banco. Depois, o golpista cria um clima de urgência, diz que há uma tentativa de fraude e utiliza dados pessoais da vítima para ganhar confiança. A partir disso, pede códigos, senhas ou orienta a realização de transferências e empréstimos, alegando que seria para proteger a conta. A família da aposentada agora está preocupada e questiona a segurança do banco. A filha da vítima, que também preferiu não se identificar, contou que o banco informou que, se o atendimento fosse presencial, não seria possível realizar esse tipo de empréstimo.

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