Aluna sofre racismo e agressões de irmãos gêmeos dentro de escola, em Sorocaba

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João Pedro Araújo

6 de abril de 2026

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Menina teve leite quente jogado no rosto e já levou socos no rosto

Aluna sofre racismo e agressões de irmãos gêmeos dentro de escola, em Sorocaba / Escola Estadual Joaquim Izidoro Marins

Foto: Google Maps

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A família de uma aluna de 12 anos da Escola Estadual Joaquim Izidoro Marins, em Sorocaba, procurou a polícia após a menina sofrer episódios constantes de racismo e bullying por parte de irmãos gêmeos.

Entre os episódios relatados, a estudante teve leite quente jogado no rosto, levou socos no rosto e foi chamada de “macaca” e “vagabunda”.

De acordo com os pais da vítima, a direção da escola prestou atendimento e registrou as ocorrências internamente. Segundo o relato do pai, uma das gravações mostra os dois alunos se levantando e agredindo a menina com socos dentro da sala de aula, causando sangramento no nariz.

A família informou que, mesmo após conversas com a escola e novas tentativas de resolução, os episódios continuaram. No dia 5 de março, segundo o pai, houve uma nova ocorrência. A partir desse período, a menina passou a se isolar e a demonstrar dificuldades para conversar sobre o que estava acontecendo.

O relato ainda diz que a estudante está em acompanhamento psicológico, mas a família busca um atendimento mais específico para o caso. O pai também relatou que a filha teve queda no rendimento escolar, deixou de participar de leituras em sala e apresentou piora nas notas, chegando a ficar de recuperação no fim do ano.

“Às vezes ela chora. Em outros momentos, nem aparenta estar chorando, mas os olhos estão escorrendo lágrimas. Isso preocupa muito a gente”, completou.

Após a última ocorrência, os meninos foram trocados de sala. No entanto, segundo o pai, eles ainda encontram a vítima nos intervalos e continuam praticando racismo e bullying. A família afirma ainda que os responsáveis pelos gêmeos foram comunicados em todas as ocorrências, inclusive em episódios envolvendo outros estudantes, conforme informado pela escola.

Nota da Secretaria da Educação

“Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc) informa que repudia toda e qualquer forma de discriminação.

A pasta informa que, assim que tomou conhecimento dos fatos, adotou as medidas administrativas cabíveis, incluindo o acionamento do Conselho Tutelar e a realocação dos agressores.

A secretaria também afirma que acolheu a vítima e seus responsáveis, ofereceu apoio psicológico e intensificou as ações de prevenção e enfrentamento ao racismo na unidade escolar.

A direção da escola e a unidade regional de ensino de Sorocaba reafirmam o compromisso com políticas públicas antirracistas e informaram que permanecem à disposição da comunidade para esclarecimentos”.

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