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Ação em Jundiaí e Louveira encontrou máquinas de mineração abastecidas por ligações irregulares de energia
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Uma operação da Polícia Civil em parceria com a CPFL Piratininga identificou um esquema de furto de energia elétrica utilizado para abastecer equipamentos de mineração de bitcoin no interior de São Paulo. Em Jundiaí, foram localizadas cerca de 600 máquinas em funcionamento irregular. A ação também ocorreu em Louveira, onde um homem de 43 anos foi preso.
Segundo o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a operação foi realizada nesta terça-feira (19) por policiais da 3ª Delegacia de Investigações sobre Crimes Cometidos Contra Órgãos e Serviços Públicos (Disccpat). O objetivo era apurar suspeitas de desvio de energia em imóveis com alto consumo incompatível com os dados apresentados em cadastro.
Em Louveira, a investigação apontou irregularidades em um imóvel registrado como empresa de reciclagem de plástico. Durante a vistoria, os agentes encontraram uma ligação direta de energia, sem medidor instalado, abastecendo aproximadamente 800 equipamentos de mineração de criptomoedas que operavam de forma contínua. O responsável pelo funcionamento do local foi preso em flagrante.
Já em Jundiaí, os policiais localizaram outro imóvel com características semelhantes. No endereço, cerca de 600 máquinas eram abastecidas por energia furtada. Uma pessoa encontrada no local foi ouvida como testemunha, já que, segundo a polícia, administrava uma antiga empresa registrada no endereço, mas não seria responsável pela operação investigada.
Ao todo, aproximadamente 1.400 equipamentos foram apreendidos e encaminhados para perícia.
A CPFL informou que a estrutura encontrada nas duas cidades utilizava nove transformadores, com capacidade total de 8.470 kVA. A concessionária estima que a energia desviada possa chegar a cerca de 2 gigawatts-hora (GWh), volume suficiente para abastecer aproximadamente duas mil residências durante um mês.
A empresa também destacou que furtos de energia podem provocar sobrecarga na rede elétrica, aumentar o risco de interrupções no fornecimento e colocar pessoas em risco.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros envolvidos e verificar a existência de possíveis crimes relacionados ao esquema.
O furto de energia é considerado crime previsto no Código Penal, com pena que pode variar de um a quatro anos de prisão, além da cobrança dos valores referentes ao consumo irregular e aplicação de multas.
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