Denúncias da população ajudam a combater fraudes e furtos de energia na região de Sorocaba

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Matheus Dias

2 de maio de 2026

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Relatos de consumidores levaram à regularização de 667 instalações e recuperação de energia suficiente para abastecer 640 casas por um ano

Denúncias ajudam a combater furtos de energia na região

Imagem cedida: CPFL Piratininga

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As denúncias feitas pela população têm reforçado o combate a fraudes e furtos de energia na região de Sorocaba. De acordo com a CPFL Piratininga, 667 instalações foram regularizadas em 2025 após ações motivadas por relatos de consumidores.

Ao longo do ano, a concessionária recebeu mais de 2,8 mil denúncias, que resultaram em inspeções técnicas e operações em conjunto com a polícia. Como resultado, foram recuperados cerca de 1,3 mil megawatts-hora (MWh) de energia desviada — volume suficiente para abastecer, em média, 640 residências por um ano.

Segundo a empresa, as ligações clandestinas, conhecidas como “gatos”, e outras fraudes, como adulteração de medidores, impactam diretamente a qualidade do fornecimento. Isso porque essas conexões irregulares podem sobrecarregar a rede elétrica, provocando oscilações, quedas de energia e até interrupções no serviço.

Além disso, há riscos à segurança. Instalações feitas fora dos padrões técnicos podem causar curtos-circuitos, incêndios e até choques elétricos, colocando em perigo não apenas quem realiza a ligação ilegal, mas também moradores da região.

O gerente da CPFL Piratininga, Daniel Carvalho, destaca que a participação da população é fundamental. Segundo ele, denunciar irregularidades contribui para um sistema mais seguro e evita prejuízos coletivos.

Na região formada por Indaiatuba, Itu e Salto, foram regularizadas 229 instalações no mesmo período, com recuperação de mais de 210 MWh de energia. Já na região de Jundiaí, 242 casos foram identificados, com volume de 234,7 MWh recuperados.

A concessionária também alerta para o impacto financeiro dessas práticas. Parte das perdas causadas por furtos e fraudes é considerada nos processos de revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica, o que pode influenciar no valor da conta de luz para todos os consumidores.

Para ampliar o combate às irregularidades, a empresa investiu R$ 36,7 milhões em tecnologias de monitoramento e proteção da rede. Entre as medidas estão a instalação de caixas invioláveis, medidores em postes e sistemas com leitura remota, principalmente em unidades com histórico de fraude.

O furto de energia é crime e pode resultar em pena de um a quatro anos de prisão, além de multa. Em casos de fraude, as sanções podem ser ainda maiores, incluindo cobrança retroativa do consumo não registrado.

As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo aplicativo da CPFL Energia ou pelo site oficial da empresa.

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