Helicóptero Águia foi acionado para realizar o resgate
O caso está sob investigação policial; a criança tem autismo, TDAH e deficiência intelectual, e será ouvida em escuta especializada
Foto: Reprodução/Google Street View
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Uma mãe denunciou a agressão sofrida pelo filho, uma criança com diagnóstico de autismo, TDAH e deficiência intelectual, dentro Escola Estadual “Professor Jorge Madureira”, localizada no Parque das Laranjeiras, zona norte de Sorocaba. Segundo o relato, o caso teria ocorrido no dia 1º de abril e está sendo investigado pela Polícia Civil, que já solicitou as imagens das câmeras de segurança da unidade escolar e encaminhou a criança para escuta especializada.
De acordo com a mãe, no dia 1° de abril, a criança, de 11 anos, foi entregue na saída da escola por uma cuidadora que demonstrava nervosismo. Ela informou que o aluno havia “brigado com a professora” e passado por uma crise. A mãe estava acompanhando uma agitação e nervosismo maior que o habitual de seu filho. Ao conversar com a criança para entender o que havia acontecido, o menino relatou que teve o braço apertado, recebeu gritos, foi impedido de comer e também repreendido ao pedir para ir ao banheiro.
Diante da mudança de comportamento e do relato do filho, a mãe entrou em contato com a escola e informou que a criança não retornaria às aulas no dia seguinte por não estar bem emocionalmente e não querer voltar à unidade. Dias depois, durante reunião com a equipe escolar, a mãe foi informada de que a coordenação havia analisado as imagens das câmeras de segurança após ser alertada por funcionárias da merenda e por outras crianças que teriam presenciado a situação. Segundo o relato, as imagens confirmariam a agressão.
Foi aberto um boletim de ocorrência. A criança foi encaminhada para escuta especializada no GPACI de Sorocaba e deverá ser ouvida por equipe responsável pelo atendimento de vítimas. A investigação também apura se houve outros episódios semelhantes envolvendo a profissional denunciada. Conforme informado à família, a funcionária foi transferida de escola.
Em nota, a Unidade Regional de Ensino (URE) Sorocaba lamentou o ocorrido e informou que a cuidadora foi afastada e não atua mais na escola. A URE Sorocaba afirma que uma nova profissional já acompanha o estudante, e se disponibiliza para acolher o estudante e os responsáveis.
A mãe cobra responsabilização e afirma temer que outras crianças possam ter sido vítimas de situações semelhantes.
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