Menino de 11 anos vendia doces para ajudar a família e recebeu apoio do poder público e da iniciativa privada
Estado amplia ações de vigilância, reforça combate à venda de álcool para menores e atualiza balanço de casos
Foto: Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo
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A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo alerta a população sobre os riscos do consumo de bebidas alcoólicas adulteradas durante o Carnaval. O órgão orienta foliões a comprar produtos apenas em estabelecimentos regularizados, conferir a procedência e evitar bebidas de origem desconhecida.
O Centro de Vigilância Sanitária coordena as ações em conjunto com as Vigilâncias Sanitárias Municipais. As equipes realizam inspeções em estabelecimentos e fiscalizam vendedores ambulantes que comercializam alimentos e bebidas alcoólicas. Os agentes verificam a origem e a regularidade dos produtos oferecidos ao público.
O Centro de Vigilância Sanitária recomenda que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência das bebidas comercializadas. O órgão orienta a população a adquirir apenas produtos de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal. A medida busca reduzir casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco.
A intoxicação por metanol provoca sintomas graves. Até seis horas após a ingestão, a pessoa pode apresentar dor abdominal intensa, sonolência, falta de coordenação, tontura, náuseas, vômitos, dor de cabeça, confusão mental, taquicardia e queda da pressão arterial.
Entre seis e 24 horas, podem surgir visão turva, sensibilidade à luz, visão embaçada, pupilas dilatadas, perda da visão das cores, convulsões, coma e acidose metabólica grave. Em situações mais graves, o paciente pode desenvolver cegueira irreversível, choque, pancreatite, insuficiência renal e necrose de gânglios da base, com tremores, rigidez e lentidão dos movimentos.
A Secretaria atualizou nesta quarta-feira (11) o balanço dos casos relacionados à intoxicação por metanol. O órgão descartou 570 casos. As autoridades confirmaram 52 casos, com 12 mortes.
Entre os óbitos, estão quatro homens de 26, 45, 48 e 54 anos residentes na cidade de São Paulo; uma mulher de 30 anos e um homem de 62 anos, de São Bernardo do Campo; dois homens de 23 e 25 anos e uma mulher de 27 anos, de Osasco; um homem de 37 anos, de Jundiaí; um homem de 26 anos, de Sorocaba; e um homem de 26 anos, de Mauá.
As autoridades ainda investigam quatro mortes: uma em Guariba, de um paciente de 39 anos; uma em São José dos Campos, de 31 anos; e duas em Cajamar, de 29 e 38 anos.
No balanço anterior, divulgado em 26/11/2025, a Secretaria havia descartado 516 suspeitas. Na ocasião, o Estado confirmou 49 casos e 10 mortes, entre moradores da capital, São Bernardo do Campo, Osasco, Jundiaí e Sorocaba.
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