Acidente no quilômetro 84 provocou interdições parciais na rodovia durante a manhã deste sábado (20)
Mesmo com imunizante gratuito e disponível para todos, salas de espera seguem vazias nas UBSs da cidade
Foto: Arquivo Pessoal
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A sala de espera vazia da Unidade Básica de Saúde (UBS) revela uma preocupação crescente: a baixa procura pela vacina contra a gripe em Sorocaba. Segundo a prefeitura, apenas 38% do público-alvo — composto por idosos, gestantes e crianças — recebeu o imunizante até agora. Rosana e a mãe Elenize estão entre essas pessoas, mas contam que, por estarem gripadas, adiaram a ida à unidade de saúde.
A alergista e imunologista Marina França explica que cada grupo prioritário foi incluído por ter maior risco de complicações. Enquanto algumas pessoas ainda estão resistentes ou deixaram para depois, outras já têm o hábito de tomar a vacina todos os anos, como William Florido, que mantém o compromisso com a prevenção.
Quase um mês após a liberação para o público geral, o movimento nas UBSs caiu significativamente. No primeiro dia, a equipe de reportagem encontrou o local cheio. Agora, o cenário é diferente, com salas vazias. Em contrapartida, as salas de espera das unidades de pronto atendimento continuam cheias, refletindo o aumento de casos gripais. Até o momento, a Secretaria de Saúde de Sorocaba registrou cerca de 500 internações por síndrome gripal e 49 mortes, além de milhares de atendimentos por sintomas como febre, dor no corpo e congestão nasal, típicos das influenzas A e B.
Com a chegada do inverno, a tendência é de temperaturas mais baixas — e o alerta se intensifica. A médica Marina França reforça: mesmo sendo uma doença comum, a gripe pode evoluir para quadros graves, e a vacina é a forma mais eficaz de prevenção. A recomendação é clara: vacinar-se salva vidas.
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